Marcas que fizeram parte da vida de milhões de brasileiros entraram em recuperação judicial em 2026 com dívidas que, juntas, chegam a quase R$ 20 bilhões.
O grupo reúne empresas conhecidas por diferentes gerações, como varejistas, redes de alimentação e companhias de bens de consumo, em um movimento que expõe a dificuldade de modelos tradicionais para se adaptar ao crédito caro, à transformação digital e à redução do consumo.
O Grupo Gennius, dono das redes Habib’s, Ragazzo e Tendall Grill, entrou em recuperação judicial com passivo de R$ 265 milhões. A Casas Bahia recorreu novamente à Justiça, agora com R$ 17,3 bilhões em dívidas, depois de ter feito uma recuperação extrajudicial em 2024. Já o Grupo Toky, formado por Mobly e Tok&Stok, pediu recuperação em maio, com dívida de R$ 1,1 bilhão.
A lista também inclui Lojas Marabraz, CVLB (dona de Casa&Video e Le Biscuit) e a Americanas, que está em recuperação judicial desde 2023. Os casos têm trajetórias diferentes, mas juros elevados, restrição de crédito e queda ou mudança no padrão de consumo aparecem como fatores comuns.
Na última semana, a Oi teve a falência decretada pela Justiça, encerrando um processo de recuperação que começou em 2016.
Pressão financeira
De acordo com o Monitor RGF-BIZDOC, o Brasil tinha 6.341 empresas em recuperação judicial em julho de 2026. No 1º semestre, 370 empresas entraram em RJ, alta de 6,2% ante o mesmo período de 2025, quando o estoque era de 5.971 companhias.
