A presidente da Rhodia para a América Latina, Daniela Manique, afirmou que a indústria brasileira não tem condições de arcar com o custo dos programas sociais do país. A declaração foi feita nesta 3ª feira (1º.set.2026), durante evento da Abiquim (Associação Brasileira da Indústria Química) em São Paulo.
A fala de Manique concentrou-se nos custos de energia e matéria-prima como obstáculos centrais à competitividade do setor. Segundo ela, a indústria química é uma das maiores consumidoras de eletricidade do país e tem absorvido sucessivos encargos adicionais destinados a subsidiar a população de baixa renda.
“Quando a gente vê: ‘vamos ampliar a conta de eletricidade para a população mais pobre, vamos trazer essa eletricidade de graça’,seria ótimo se isso fosse um programa de Estado, um programa de governo, mas sem onerar a indústria”, disse a executiva. “A indústria não vai conseguir pagar todos os programas sociais que nós temos no país. E depois querem que essa indústria seja competitiva comparando com os outros países do mundo”.
O encontro serviu de palco para a apresentação da Agenda Estratégica para a Indústria Química Brasileira 2027-2035, um documento com diretrizes para reduzir a dependência externa do setor, recuperar competitividade e ampliar investimentos.
Gás natural e nafta mais caros do mundo
Manique também criticou o modelo de aproveitamento do gás natural no Brasil.
