A jogadora de críquete Anaya Bangar se sente renascida depois de receber da Cricket Australia (CA) a oportunidade de retomar um sonho esportivo que temia estar escapando.
A atleta transgênero via as portas se fecharem em seu país, a Índia, mas a decisão da CA de autorizar Bangar a disputar o críquete feminino de elite a partir de março do próximo ano deu à jovem de 25 anos uma nova chance.
“É como se minha vida tivesse voltado”, disse Bangar à Reuters. Ela passou por uma cirurgia de redesignação sexual em março.
“Eu havia perdido a esperança ou deixado de acreditar que algo assim poderia acontecer durante a minha vida. No dia em que descobri, fiquei sem reação. Não sabia como reagir, o que dizer, o que não dizer. Aquilo simplesmente estava acontecendo, e levei um tempo para assimilar, mas aqui estamos”, contou.
Proibição internacional
Filha do ex-jogador indiano Sanjay Bangar, Anaya viu suas opções se reduzirem quando o International Cricket Council (ICC) proibiu, em 2023, a participação no críquete feminino de qualquer pessoa que tivesse passado pela puberdade masculina.
A Austrália, porém, possui uma política que permite a participação de atletas transgênero no críquete feminino em nível comunitário e oferece um caminho para competir na elite caso determinados critérios sejam cumpridos.
