Endrick volta a viver o filme que a imprensa espanhola já conhece.
Vinte anos, camisa 9 do Real Madrid, talento indiscutível… e de novo parado.
Treina separado, fica fora contra o Málaga e a recuperação anda mais lenta do que o previsto.
Mourinho fala em tendinite pequena e precaução.
O recado nas entrelinhas, porém, é outro: o menino precisa parar de quebrar.
O clube montou um plano individualizado justamente para evitar as paradas musculares que o acompanharam no Lyon.
Só que, enquanto Endrick cuida do corpo, o espaço que ele precisava já está sendo ocupado. Carlos Espí chegou, fez gols de cara e já virou opção real de Mourinho.
O mesmo roteiro de um ano atrás, quando Gonzalo explodiu e Endrick acabou emprestado.
O discurso oficial é de paciência e continuidade.
Ninguém no Bernabéu fala em nova saída. Endrick fica.
Mas ficar sem jogar, aos 20 anos, com Mbappé na frente e agora um novato ganhando minutos, é o tipo de situação que começa a pesar.
O Real Madrid diz que acredita. A pergunta que parte da imprensa espanhola faz hoje é outra: até quando essa paciência aguenta se Endrick continuar “apagando”, como dizem eles, no momento em que o time precisa dele em campo?
Até a próxima.
