O crescimento forte da economia brasileira nos últimos anos foi importante, mas também gerou efeitos colaterais, como juros mais altos e uma tributação elevada e incerta, avaliou nesta terça-feira (1º) Caio Megale, economista-chefe da XP.
Durante o seminário “Rumos da Economia”, do Lide, em São Paulo, Megale afirmou que a economia já dá sinais mais claros de desaceleração. Segundo ele, o consumo foi fraco no segundo trimestre, mesmo com os estímulos econômicos.
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Ao mesmo tempo, o economista destacou a pressão sobre as contas públicas. Segundo Megale, o governo bateu recorde de arrecadação, mas não conseguiu gerar superávit, enquanto a dívida pública já cresceu cerca de quatro pontos percentuais neste ano.
“Crescimento forte nos últimos anos foi importante, mas o excesso gerou dois efeitos colaterais complicados: juros muito altos e tributação elevada e incerta”, afirmou.
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Megale disse que o Banco Central deve manter cautela diante dos choques de custos e avaliou que os juros devem continuar caindo de forma gradual.
