SÃO LUÍS - O capacitismo está presente em situações cotidianas, dificultando severamente a autonomia e a inclusão das pessoas com deficiência. O tema foi discutido nesta terça-feira (1º), no Podcast Atualidades, da Mirante News FM, com a psicóloga, pedagoga e neuropsicóloga Janicelma Fernandes, que debateu como o capacitismo se manifesta hoje.
Segundo a especialista, o capacitismo pode aparecer de maneira velada, inclusive em atitudes consideradas bem-intencionadas. Oferecer ajuda automaticamente a uma pessoa cadeirante ou com deficiência visual, por exemplo, pode partir da ideia equivocada de que ela não é capaz de realizar determinada atividade sozinha.
A orientação é perguntar antes de ajudar e respeitar a autonomia da pessoa. “Você olha um cadeirante, você já se oferece para ajudar. Então, você está partindo do princípio que ele não tem condições de se locomover sozinho”, explicou Janicelma.
Acessibilidade vai além das adaptações físicas
Durante a entrevista, Janicelma ressaltou que acessibilidade não significa apenas construir rampas ou instalar pisos táteis. O conceito também envolve acesso à comunicação, educação, esporte, lazer, relacionamentos e políticas públicas.
A especialista destacou ainda a importância da acessibilidade comunicacional, como a autodescrição para pessoas cegas, e da acessibilidade sensorial para pessoas que apresentam dificuldades na regulação de estímulos como luzes, sons e odores.
