O mercado de smartphones na América Latina sofreu o baque esperado pela crise de chips de memória. Essa é uma das conclusões do novo relatório da Omdia sobre a indústria local, com dados do segundo trimestre de 2026.
De acordo com o estudo, a comercialização de celulares na região caiu 12% em relação ao mesmo período do ano passado, chegando a 30,3 milhões de unidades vendidas. O impacto negativo também é maior do que o registrado nos primeiros meses do ano, quando estoques de segurança e remessas antecipadas absorveram parte do custo elevado.
Os mercados de celulares de entrada ou de dispositivos de maior custo-benefício foram os que mais caíram, enquanto aparelhos intermediários para cima tiveram menos problemas no período. O motivo é o custo crescente de componentes, que tende a prejudicar modelos que são vendidos a uma baixa margem de lucro.
As fabricantes líderes da América Latina
Segundo o relatório da Omdia, apenas duas empresas entre as principais fabricantes da região registraram alta nas vendas no segundo trimestre de 2026 em comparação com o ano anterior: Apple e Samsung.
A Apple foi destaque do período, crescendo 49% em vendas e se mantendo em sexto lugar no ranking regional. O bom desempenho da família iPhone 17 como um todo e a versatilidade da linha, que inclui modelos como o “menos caro” iPhone 17e, ajuda a explicar a boa fase.
