O PMA (Programa Mundial de Alimentos) informou nesta terça-feira (1º) que a escassez de recursos está forçando a organização a reduzir pela metade sua assistência alimentar na Cisjordânia ocupada, em um momento em que a escalada da violência por parte de colonos e as operações militares israelenses estão aumentando as necessidades da população.
A agência da ONU vinha fornecendo alimentos, vouchers e dinheiro a 400 mil pessoas no território, principalmente em áreas rurais e no sul, incluindo localidades como Hebron, mas esse número será reduzido para 200 mil pessoas a partir deste mês, segundo um comunicado da entidade.
“Restrições severas de movimento, demolições e deslocamentos generalizados na Cisjordânia comprometeram os meios de subsistência dos palestinos e contribuíram para o aumento da insegurança alimentar”, disse Shaun Hughes, diretor do PMA na Palestina, em uma coletiva de imprensa em Genebra.
“Neste momento, deveríamos estar ampliando nossa assistência na Cisjordânia, e não cortando esses meios vitais de sobrevivência”, completou ele.
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As forças armadas de Israel e o COGAT, a agência militar israelense que coordena a ajuda humanitária, não responderam imediatamente a um pedido de comentário.
