O PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro cresceu 0,5% no segundo trimestre, na comparação com os três meses anteriores, segundo dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta terça-feira (1º).
O resultado veio acima das expectativas do mercado, que projetavam alta entre 0,3% e 0,4%.
Apesar da surpresa positiva, a composição do PIB mostra sinais de perda de ritmo da economia, especialmente entre os setores mais sensíveis à política monetária, apontam analistas ouvidos pelo CNN Money.
“Eleição do Congresso é tão importante quanto presidencial”, diz JPMorgan
OpenAI responde em caso de roubo de segredos: "confusão criada pela Apple"
Governo envia Orçamento de 2027 sem reajuste no Bolsa Família
O cenário ocorre em meio a uma política de juros ainda restritiva, que encarece o crédito e limita decisões de consumo e investimento.
Embora o Banco Central tenha iniciado um ciclo de flexibilização monetária, a Selic permanece em 14% ao ano, em um ambiente marcado pelo elevado endividamento das famílias - que em julho alcançou 82%, segundo a CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo), maior nível pelo sexto mês seguido.
O consumo das famílias, um dos principais motores da atividade econômica, recuou 0,4% no segundo trimestre. A indústria também perdeu força: avançou apenas 0,1%, ante crescimento de 1,2% nos três primeiros meses do ano.
