Lindsay Clancy durante seu julgamento por homicídio
David L. Ryan/The Boston Globe via AP, Pool
Os jurados do julgamento de Lindsay Clancy por homicídio informaram o juiz, na terça-feira, que não conseguem chegar a uma decisão unânime sobre a condenação da mulher, residente de Massachusetts, pela morte de seus três filhos pequenos em sua casa, ocorrida em 2023; uma tragédia que, segundo a defesa, aconteceu enquanto ela sofria de psicose pós-parto.
Após receber a comunicação do júri, o juiz William Sullivan, do Tribunal Superior de Plymouth, instruiu os jurados a prosseguirem com as deliberações, que já entram no quarto dia de um julgamento iniciado há cerca de seis semanas.
O caso da enfermeira Lindsay Clancy, que matou os três filhos por estrangulamento, chocou os Estados Unidos. Nesta segunda-feira (31), o júri se reúne mais uma vez em Plymouth, no Massachusetts, para tentar chegar a um veredicto.
Três anos após as mortes, o julgamento se concentra no estado mental de Lindsay Clancy no momento do crime. A defesa tenta convencer os jurados de que ela sofria de psicose pós-parto, um transtorno psiquiátrico raro associado ao estresse, à privação de sono e às alterações hormonais após o parto.
Já a Promotoria afirma que Clancy, ex-enfermeira obstétrica, matou intencionalmente os filhos Dawson, de 3 anos, Cora, de 5, e Callan, de 8 meses, em janeiro de 2023, e deve ser responsabilizada criminalmente pelas mortes.
Enfermeira que matou os 3 filhos: júri não alcança unanimidade para condenar Lindsay Clancy nos EUA
