As enchentes que atingiram a região fronteiriça entre a China e o Nepal já ultrapassaram a marca de mil mortos, com mais de 4.400 pessoas ainda desaparecidas. Durante o Live CNN desta terça-feira (1º), o analista de Clima e Meio Ambiente Pedro Côrtes alertou que ainda há vários pontos de risco mapeados ao longo do Himalaia.
Segundo ele, o Paquistão enfrenta risco alto com alertas severos para enchentes, enquanto o Nepal e o Tibete apresentam risco muito alto, com barragens naturais formadas e risco ativo de cheia.
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Nepal registra mais de mil mortes e 4 mil desaparecidos após enchentes
As chamadas barragens naturais são formadas pelo desprendimento de blocos de gelo, deslizamentos de encosta e bloqueio de vales, criando um represamento natural.
“Esse material não tem consistência e pode romper a qualquer momento, liberando um grande fluxo d’água rios abaixo”, explicou Côrtes.
Lagos glaciais sob vigilância
No Butão, há risco elevado com um lago glacial sob vigilância imediata. Côrtes explicou que esses lagos glaciais, devido ao degelo intensificado no verão do Hemisfério Norte, podem concentrar um volume muito grande de água e acabar extravasando.
