A economia brasileira cresceu 0,5% no segundo trimestre de 2026 em relação aos três meses anteriores, segundo dados do PIB (Produto Interno Bruto) divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta terça-feira (1º).
O resultado, embora ligeiramente acima das expectativas do mercado, que giravam em torno de 0,3% a 0,4%, confirma um movimento de desaceleração da atividade econômica no país.
Para Juliana Trece, economista e coordenadora de contas nacionais do FGV Ibre, o dado reflete claramente esse processo de desaquecimento.
“Por mais que o PIB tenha vindo 0,5%, um pouquinho acima das expectativas, ainda assim confirma essa desaceleração. Quando a gente olha a composição do PIB, isso fica bastante evidente”, afirmou.
Um dos pontos que mais chamou a atenção de Juliana Trece no resultado foi a retração do consumo das famílias no segundo trimestre, componente que historicamente tem apresentado crescimento resiliente.
Segundo a economista, esse recuo indica que as condições financeiras podem estar afetando diretamente esse segmento.
“O consumo das famílias mostrou essa queda agora, no segundo trimestre, em comparação ao primeiro, o que mostra que as condições financeiras podem estar afetando realmente esse componente e já mostra um movimento de desaquecimento”, explicou.
