O Kopi Luwak, considerado um dos cafés mais caros do mundo, tem sua origem atrelada a restrições comerciais do período colonial na Indonésia.
Proibidos pelos colonizadores holandeses de consumir os grãos que colhiam nas plantações, os produtores locais descobriram que o sistema digestivo de um pequeno mamífero, a civeta, liberava as sementes intactas em suas fezes.
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Origem histórica e opressão colonial
Durante a administração da Companhia Holandesa das Indonésias Orientais, a produção de café em Java, Sumatra e Bali era destinada estritamente à exportação.
Ao observarem que a civeta (conhecida localmente como luwak) comia as cerejas maduras e as excretava sem digerir a semente, os trabalhadores encontraram uma brecha para consumir a bebida sem quebrar as regras coloniais. A coleta manual, limpeza e torra leve desses grãos deu início ao método tradicional.
O processo químico e o valor de mercado
A valorização do grão deve-se ao processo biológico no estômago do animal. As enzimas e bactérias do trato digestivo da civeta realizam uma fermentação natural que reduz o amargor e a acidez, conferindo ao café um sabor suave com notas adocicadas.
No Brasil, o preço do Kopi Luwak reflete sua escassez no mercado.
