Daniel Vorcaro condicionou seus passos jurídicos à aprovação direta de Alexandre de Moraes. Diálogos retirados do celular do ex-dono do Banco Master indicam repetidos pedidos de intervenção ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). O objetivo era barrar o andamento da Operação Compliance Zero. A apuração é do jornal O Estado de S. Paulo.
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O executivo rogou a Moraes que acionasse o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, e o procurador-geral da República, Paulo Gonet. As mensagens mostram Vorcaro em busca de um escudo contra delegados e procuradores responsáveis pela apuração de uma suposta fraude financeira de R$ 12 bilhões.
O primeiro contato registrado ocorreu em 30 de outubro de 2025. O banqueiro pediu a Moraes que exigisse da cúpula investigativa o controle da equipe de linha de frente para evitar "uma sacanagem". A instituição financeira negociava a venda de suas operações para investidores dos Emirados Árabes.
Na mesma época, o Banco Master já contava com um contrato de R$ 131 milhões assinado com Viviane Barci, mulher do ministro. O escritório de advocacia recebeu repasses de R$ 80 milhões em outubro de 2024. A CPI do Crime Organizado rastreou as transferências na declaração de Imposto de Renda do banco.
Desespero antes da prisão e tática de mensagens
A Operação Compliance Zero apertou o cerco, e Vorcaro intensificou os apelos.
