Os números do PIB brasileiro divulgados pelo IBGE contam duas histórias. A primeira é conhecida: a economia continua crescendo. A segunda merece muito mais atenção: cresce cada vez mais devagar e encontra novamente no campo uma de suas principais forças de sustentação.
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No segundo trimestre de 2026, o PIB brasileiro avançou 0,5% em relação aos três primeiros meses do ano. É crescimento, sem dúvida. Mas representa uma desaceleração importante diante do resultado do trimestre anterior.
Quando abrimos esse número, aparece o contraste. A indústria praticamente parou: cresceu 0,1%. Os serviços avançaram apenas 0,2%. A agropecuária cresceu 2,8%. Não é detalhe estatístico. É uma diferença enorme de velocidade entre os setores da economia.
Na comparação com o segundo trimestre do ano passado, a diferença fica ainda mais evidente. O PIB brasileiro cresceu 2,0%. A indústria avançou 1,5%. Os serviços, também 1,5%.
A agropecuária cresceu 6,8%. No primeiro semestre, enquanto a economia brasileira avançou 1,9%, a agropecuária cresceu 3,6%. Soja, café e pecuária tiveram participação importante nesse desempenho.
É preciso, entretanto, tomar cuidado com a interpretação. Não podemos simplesmente retirar os 2,8% da agropecuária dos 0,5% do PIB, porque cada setor possui peso diferente na economia.
