Ministro André Mendonça.
Luiz Roberto/TSE
Um novo pedido de André Mendonça no caso Master tornou explícita uma guerra que até agora vinha sendo travada nos bastidores do Supremo. A investigação passou a expor uma disputa pelo comando e pela nova dinâmica de poder dentro da Corte, com acusações mútuas de interferência e desconfiança, e reflexos também sobre a eleição de 2026.
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De um lado, no entorno de Mendonça, a avaliação é de que houve movimentos para limitar o alcance das investigações e impedir que a apuração avance sobre as relações de Daniel Vorcaro com políticos e integrantes do próprio Judiciário. Do outro, no grupo ligado a Alexandre de Moraes, Paulo Gonet e ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, cresce a reação à atuação do relator.
Nos bastidores desse segundo grupo, já há quem defenda questionar Mendonça por suposto desvio de finalidade e abuso de autoridade e, no limite, tentar tirá-lo da relatoria do caso Master.
Ministros da corte querem que o presidente do STF, Edson Fachin, tome a decisão de submeter o pedido ao plenário.
Agora no g1
A guerra alcança também o comando da Polícia Federal. Entre investigadores, a leitura é de que Mendonça mira Andrei e pode provocar uma crise capaz de levar à saída do diretor do comando da PF.
Novo pedido de Mendonça explicita guerra no STF e coloca Master no centro da disputa de poder na Corte
