O MPRJ (Ministério Público do Rio de Janeiro) denunciou 22 pessoas por suspeita de integrar uma organização criminosa que teria controlado, entre 2015 e 2024, as licitações para exploração comercial de cantinas em presídios do estado. Segundo o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), o esquema teria causado prejuízo superior a R$ 25 milhões aos cofres públicos.
Entre os apontados como integrantes do núcleo de comando estão Anderson Sabino de Oliveira, Ronaldo Barbosa Souza, que é policial penal, Arildo Santana Filho, Sérgio Rômulo Ferreira do Nascimento, Leandro Rodrigues Mendonça e Alexandre Costa da Silva.
A denúncia também cita o então subsecretário de Gestão, Finanças e Planejamento, Rafael Rodrigues de Andrade. Segundo o MPRJ, ele teria favorecido o grupo ao desclassificar empresas que não participavam do cartel.
Nesta terça-feira (1º), a CSI (Coordenadoria de Segurança e Inteligência) cumpre mandados de busca e apreensão contra os denunciados. As ordens foram expedidas pela 1ª Vara Criminal Especializada em Organização Criminosa e são cumpridas em endereços na capital, em Mesquita e em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.
Os 22 denunciados respondem por organização criminosa e fraude em licitação. De acordo com a investigação, empresas que apareciam como concorrentes nos processos licitatórios estariam submetidas a um mesmo grupo de controle.
