A França começou a impor taxas ao segmento mais extremo da moda rápida nesta terça-feira (1º), numa tentativa de conter o aumento nas vendas de roupas baratas vendidas por sites de comércio eletrônico, incluindo Shein e Temu .
As taxas - parte de uma lei sobre moda rápida aprovada em junho que visa abordar as preocupações ambientais decorrentes da superprodução - variam de € 0,25 (30 centavos de dólar americano) por um par de cuecas ou meias a € 12 (US$ 14) por um casaco, com o valor limitado a 50% do preço de venda do produto antes dos impostos.
“Essas plataformas são falsas defensoras do poder de compra do consumidor. Elas vendem a preços baixos, mas seus produtos frequentemente não atendem aos padrões e carecem de durabilidade”, disse o ministro do Comércio, Serge Papin, ao jornal local Ouest France.
As taxas agravam as dificuldades da Shein, já que o fim do acesso isento de impostos para encomendas de comércio eletrônico de baixo custo na União Europeia e nos EUA fez com que a avaliação da empresa despencasse antes de sua estreia na bolsa de valores de Hong Kong na terça-feira.
Nem a Shein nem a Temu responderam aos pedidos de comentários sobre as taxas. O porta-voz da Shein na França, Quentin Ruffat, já havia declarado que as taxas de fast-fashion prejudicariam os clientes, aumentando os preços.
O Ministério do Comércio da China descreveu a lei francesa como discriminatória e uma barreira comercial, afirmando que ela pode estar violando os princípios da OMC.
