Tudo ao seu redor era caos. Camisas vermelhas se moviam pelo estádio, convergindo em abraços de euforia e glória. Lágrimas e raiva levaram seus companheiros a transformar o que havia sido uma disputa esportiva em uma batalha após o fim da partida.
A música do estádio se misturava aos gritos de jubilação dos torcedores vitoriosos e às canções de orgulho e gratidão do lado perdedor.
Seu olhar permaneceu fixo nas arquibancadas, lotadas de seus compatriotas. Alguns afirmaram que ele virou as costas para a cerimônia de premiação por raiva. Na realidade, Lionel Messi tentava gravar cada imagem em sua memória.
Ele queria guardar cada som, cada sentimento, sabendo que aquele momento serviria de matéria-prima para as inúmeras vezes em que se lembraria daquele dia. Estava triste pela derrota na Final da Copa do Mundo, mas chorava inconsolavelmente porque sabia que era sua última partida pela Seleção Argentina.
Messi e o amor pela Argentina
Messi é um imigrante que deixou sua terra natal ainda criança em busca de melhores oportunidades para si e para sua família, assim como milhões de pessoas que deixam seus países de origem todos os dias.
Como a maioria dos migrantes, ele nunca esqueceu o amor pelo seu país. Poderia ter escolhido representar a Espanha em vez da Argentina, decisão que provavelmente lhe renderia três ou quatro títulos de Copa do Mundo.
No entanto, Messi jamais negou suas raízes.
