Cibercriminosos aumentaram o uso de inteligência artificial (IA) para criar vírus capazes de invadir contas bancárias em celulares. Na América Latina, 21 grupos de programas maliciosos têm como alvo 68 aplicativos de instituições financeiras e fintechs em 12 países. O alerta é de um levantamento publicado na quinta-feira (27) pela equipe de pesquisa zLabs, da empresa de segurança digital Zimperium.
As instituições financeiras e empresas de tecnologia buscam conter o problema com atualizações contínuas de proteção, mas os invasores utilizam sistemas inteligentes em todas as etapas dos golpes. As ferramentas automatizadas ajudam a montar páginas falsas de acesso, simular mensagens legítimas e criar telas invisíveis que cobrem o aplicativo original para capturar senhas e dados dos cartões.
O movimento ocorre em sintonia com a criação de uma série de vírus a partir de IA. Dados do relatório DBIR de 2026, elaborado pela operadora de telecomunicações Verizon, confirmam o avanço de códigos maliciosos gerados com auxílio de inteligência artificial em escala global.
“As assinaturas tradicionais só conseguem barrar vírus que o sistema já conhece. Os invasores usam inteligência artificial para lançar novas variações em ritmo mais rápido do que a capacidade de atualização dessas defesas. Os aplicativos precisam de defesas preditivas capazes de reconhecer comportamentos suspeitos”, afirmou Krishna Vishnubhotla, vice-presidente de estratégia de produto da Zimperium.
