O balanço provisório da avalanche da semana passada no Himalaia ultrapassou nesta terça-feira (1º) a marca de 1.000 mortos, enquanto as equipes de resgate continuam procurando sobreviventes entre a lama e os escombros.
Quase 4.500 pessoas seguem desaparecidas no Nepal e na região autônoma chinesa do Tibete, seis dias após o gigantesco deslizamento de terra que devastou a região após o colapso de uma geleira.
Embora as esperanças de encontrar sobreviventes diminuam com o passar dos dias, as equipes de resgate continuam explorando, no lado nepalês, vários túneis nos quais poderiam estar refugiados quase 100 operários, que trabalham nas obras de diversas represas.
Com ajuda de explosivos, equipamentos de perfuração e escavadeiras, os socorristas conseguiram abrir caminho até vários túneis, mas até o momento só conseguiram retirar alguns cadáveres.
“Concentramos nossos esforços nos túneis, nosso trabalho continua”Porta-voz do Exército, Raja Ram Basnet, à AFP
Especialistas procedentes da Índia, da China e da Coreia do Sul se uniram às equipes nepalesas que trabalham há vários dias.
No distrito de Nuwakot, ao longo do vale devastado pela avalanche, as equipes de resgate continuam removendo os escombros dos vilarejos soterrados pela lama.
No lado chinês, mais de 2.000 socorristas também estão mobilizados nas operações de busca por sobreviventes ou para restabelecer as comunicações nas áreas atingidas, informou a agência de notícias Xinhua.
