Fortalecer os partidos políticos. Esse é o objetivo do sistema proporcional, adotado no Brasil nas eleições para deputado federal, deputado estadual ou distrital e vereador. Isso significa que o voto do eleitor não vai direto para o candidato, mas para a legenda à qual ele pertence.
Diferente das eleições majoritárias, em que, via de regra, vence quem tem mais votos, o sistema proporcional pode gerar desconfiança no eleitor. “Às vezes as pessoas que não entendem bem como essa regra funciona e acham que tem alguma coisa errada”, esclarece Cláudio Couto, cientista político e professor da FGV.
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Mas como é feito o cálculo para determinar quais representantes são eleitos? Para que um partido ou federação obtenha o número mínimo de votos, divide-se o total de votos válidos pelo número de vagas em disputa naquele estado. É o chamado quociente eleitoral.
A partir disso, calcula-se quantas vezes os votos de cada partido “cabem” nesse quociente, e é esse número que define quantas cadeiras a legenda vai preencher naquele estado. Ou seja, se os votos do partido não forem suficientes para atingir o quociente eleitoral, ele não ocupa a cadeira, mesmo que tenha um candidato bem votado.
O fenômeno do ‘puxador de votos’
Se os votos forem suficientes, quem exatamente dentro do partido ocupa essas cadeiras?
