A União Europeia deve suspender, a partir desta quinta-feira (3), as importações de carnes e outros produtos de origem animal do Brasil, apesar das negociações de última hora entre as autoridades brasileiras e europeias. A decisão, anunciada em maio e formalizada posteriormente pelo bloco, foi mantida até agora e coloca as exportações brasileiras diante de uma barreira sanitária que pode durar meses.
A medida atinge principalmente carne bovina e de aves, além de ovos, mel, peixes e animais vivos destinados à produção de alimentos. O motivo alegado pela União Europeia é o não cumprimento, pelo Brasil, de exigências relacionadas ao controle do uso de antimicrobianos na produção animal.
A diferença em relação ao que vinha sendo discutido nos últimos meses é que o bloqueio deixou de ser apenas uma possibilidade. A Comissão Europeia continua tratando a suspensão como válida a partir de 3 de setembro, enquanto as conversas com o governo brasileiro permanecem em andamento.
Nos últimos dias, técnicos europeus estiveram no Brasil para avaliar os sistemas de controle adotados pelo país, em uma tentativa de verificar se as exigências europeias podem ser atendidas.
A auditoria tem peso especialmente para a cadeia de aves e para produtos como o mel. O problema é o calendário: a avaliação ocorre praticamente às vésperas da entrada em vigor da restrição.
