Os produtores independentes de petróleo e gás fecharam um documento, que será levado para os candidatos à Presidência da República e suas campanhas, com nove sugestões de medidas para os 100 primeiros dias do próximo governo.
O setor tem passado por um período de crescimento, com média de 364 mil barris de óleo equivalente produzidos por dia em 2025, o que representou alta de quase 23% na comparação com o ano anterior.
A agenda elaborada pela ABPIP (Associação Brasileira dos Produtores Independentes de Petróleo e Gás) contempla recomendações como a revitalização de campos marginais, maior celeridade na implementação da Lei do Gás, modernização do licenciamento ambiental e fortalecimento da ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis).
Entre as medidas propostas estão a possibilidade de redução de royalties para ativos de baixa economicidade, extensão e maior previsibilidade dos contratos, simplificação de obrigações regulatórias, reaproveitamento de infraestruturas existentes, estímulos ao aumento do fator de recuperação e linhas de crédito para esses ativos.
O objetivo é evitar que um campo que ainda poderia produzir, gerar empregos e arrecadação seja abandonado prematuramente por falta de viabilidade econômica.
O documento também pede, entre outros pontos, um programa nacional de avaliação de recursos não convencionais (gás de xisto ou folhelho) no país.
