Durante muito tempo, o debate sobre inteligência artificial parecia pertencer quase exclusivamente ao mundo da tecnologia. Quais profissões desaparecerão? Quais serão criadas? Até onde máquinas conseguirão substituir seres humanos?
Agora, a discussão chegou a um dos lugares mais importantes da economia mundial: o Federal Reserve. E isso muda o tamanho da conversa. O banco central americano está analisando cada vez mais profundamente os efeitos da inteligência artificial sobre emprego, produtividade, inflação, crescimento econômico e até sobre a estabilidade dos mercados financeiros.
A mudança foi rápida. Nas atas das reuniões do Federal Reserve, a inteligência artificial praticamente não aparecia em 2023 e no início de 2024. Em 2026, tornou-se assunto recorrente entre os responsáveis por decidir a política monetária dos Estados Unidos.
E há uma razão simples para isso: a IA deixou de ser apenas uma promessa tecnológica e começou a movimentar volumes gigantescos de dinheiro na economia real. Empresas estão investindo pesadamente em data centers, semicondutores, energia, equipamentos e infraestrutura necessária para sustentar a expansão da inteligência artificial.
Esse investimento ajuda a movimentar a economia e pode criar empregos. Mas também pode pressionar preços.
