Mensagens com alertas sobre o chamado “golpe do Pix de R$ 0,01” voltaram a circular em massa nas redes sociais e em aplicativos de conversa. O boato afirma que criminosos conseguem invadir celulares ou roubar dados bancários de quem recebe essa microtransferência. A informação, no entanto, é falsa. O Banco Central (BC) e a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) confirmam que a transação não dá acesso a sistemas e pesquisadores em cibersegurança ressaltam que o perigo real começa apenas no contato telefônico posterior.
“Receber um Pix de R$ 0,01 não dá ao remetente acesso à sua conta bancária”, resume Daniel Porta, diretor de segurança da informação da DANRESA. Segundo o especialista em cibersegurança, o envio de quantias irrisórias serve como uma etapa preparatória. O dinheiro no extrato atua como um pretexto para que o golpista convença a vítima a entregar os dados durante uma chamada de engenharia social.
O papel da engenharia social
A infraestrutura do Diretório de Identificadores de Contas Transacionais (DICT), administrada pelo Banco Central, já exibe dados básicos do destinatário, como nome e instituição financeira, antes da conclusão do envio. O objetivo dessa etapa é permitir que o pagador confirme quem receberá o recurso. O fraudador não precisa, portanto, efetivar uma transferência para checar a titularidade de uma chave.
O envio de um centavo é utilizado para validar listas de chaves ativas e criar um lançamento real no extrato da vítima.
