Equipes de resgate da China trabalham durante a noite e sob chuva para reconstruir o último trecho da única estrada que leva à passagem de fronteira de Gyirong, no Tibete, destruída por um deslizamento de terra catastrófico na semana passada.
A reabertura da passagem entre China e Nepal tem sido dificultada pelas condições do terreno. Os socorristas estão em um estreito desfiladeiro entre encostas instáveis e um rio de correnteza forte.
As águas do rio atingem velocidades de 6 a 7 metros por segundo, até seis vezes acima do normal, e os esforços para reconstruir a estrada nos últimos dias foram repetidamente interrompidos pela força das corredeiras, informou a emissora estatal CCTV nesta terça-feira (1º).
Imagens divulgadas pela emissora mostram escavadeiras trabalhando na borda destruída da estrada, sem terreno firme para apoiá-las, em um trecho onde a rodovia simplesmente desaparece sob a água.
Até a manhã desta terça-feira, no horário de Brasília, eles avançaram 800 metros da área mais atingida do lado tibetano da fronteira.
A empresa estatal de resgate China Anneng mobilizou 158 funcionários e 33 equipamentos pesados. As equipes trabalham 24 horas por dia em um sistema de revezamento em que os trabalhadores se alternam enquanto as máquinas continuam em operação, segundo a CCTV.
Equipes de energia também trabalham para restabelecer o fornecimento de eletricidade na região afetada.
