No início do Setembro Amarelo, o alerta para o aumento da busca por procedimentos estéticos e cirurgias plásticas ganha relevância. Até 24% dos pacientes que procuram esse tipo de intervenção podem apresentar transtorno dismórfico corporal, segundo uma meta-análise publicada no Journal of Cosmetic Dermatology.
O transtorno dismórfico corporal é caracterizado por uma preocupação excessiva com uma ou mais características da aparência. Para a cirurgiã plástica Carine Barreto, reconhecer sinais do transtorno antes de indicar um procedimento é fundamental para preservar a saúde mental do paciente.
“Existe uma diferença importante entre querer mudar uma característica que incomoda e acreditar que aquela mudança vai resolver todos os problemas da sua vida. Quando a expectativa em relação à cirurgia deixa de ser realista, o profissional precisa investigar o que está por trás daquele desejo”, explica Carine.
Ainda segundo a médica, alguns comportamentos podem funcionar como sinais de alerta, como a insatisfação desproporcional com uma característica pouco perceptível, a busca repetida por procedimentos, a expectativa de uma transformação completa e a frustração persistente.
Setembro Amarelo: "Se precisar, peça ajuda!" | CNN Brasil
“Se o paciente chega acreditando que uma cirurgia vai fazer com que ele finalmente se sinta bonito, aceite o próprio corpo ou deixe de se comparar com outras pessoas, precisamos ter cautela.
