A Islândia pretende ampliar suas parcerias internacionais de segurança depois de seus eleitores rejeitarem a retomada das negociações para adesão à União Europeia. A ministra das Relações Exteriores, Thorgerdur Gunnarsdottir, afirmou nesta segunda-feira, 31, que o governo buscará novos acordos bilaterais e pretende aprofundar a cooperação com países como Japão e Canadá.
“Não votamos para afastar a situação geopolítica, ela continua lá e teremos que encontrar outras formas de aumentar nossa segurança”, disse a ministra à agência Reuters, depois de reunião com o comitê de relações exteriores do Parlamento islandês. Segundo ela, a União Europeia continuará sendo um parceiro importante, mesmo sem a perspectiva imediata de adesão.
Islândia: pressão geopolítica
Gunnarsdottir citou ainda Finlândia e Noruega, com as quais a Islândia já mantém acordos bilaterais, como exemplos de países com os quais pretende aprofundar a cooperação. Japão e Canadá também foram mencionados como parceiros estratégicos diante da necessidade de ampliar as opções de segurança do país.
A preocupação ganhou força nos últimos meses diante das declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a possibilidade de adquirir a Groenlândia e dos questionamentos sobre o compromisso americano com a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).
