O Ministério Público Eleitoral arquivou nesta segunda-feira, 31, o procedimento que investigava uma possível abordagem policial irregular ao motorista da campanha de Fernando Haddad (PT), candidato ao governo de São Paulo. O episódio ocorreu em 11 de agosto, depois de Haddad deixar um evento e seguir para casa.
Segundo o portal g1, a Procuradoria Regional Eleitoral concluiu que não havia elementos para atribuir ao governador e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos), eventual ilícito eleitoral. A apuração examinava possíveis abusos dos poderes político e de autoridade e o uso de bens e servidores públicos para intimidar Haddad ou integrantes da campanha.
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A decisão, contudo, questionou a versão apresentada pela Polícia Militar. Segundo o procurador eleitoral, os elementos reunidos afastam “por completo a verossimilhança de uma 'mera coincidência' no patrulhamento ordinário”.
Ele considerou “inverossímil” que, em 44 minutos e dentro de uma área restrita, duas equipes da Força Tática, de batalhões diferentes, tivessem sucessivos contatos com o mesmo veículo.
A conclusão contrasta com a apuração inicial da PM. Em 13 de agosto, a Secretaria de Segurança Pública informou não ter encontrado indícios de abordagem ou procedimento irregular depois de analisar imagens de cerca de 40 câmeras e dados de localização das viaturas. Posteriormente, Tarcísio afirmou que mais de 70 câmeras haviam sido examinadas.
