O governo federal enviou na noite desta segunda-feira (31) o PLOA (Projeto de Lei Orçamentária Anual) de 2027 ao Congresso Nacional.
Na mensagem presidencial da peça orçamentária, que prevê uma meta de resultado primário de superávit de 0,5% do PIB (Produto Interno Bruto) para o próximo ano, o governo aponta para uma combinação de continuidade da consolidação fiscal com preservação de políticas sociais e estímulo ao investimento.
Em vez de apresentar o ajuste fiscal pelo lado da despesa, o governo coloca três frentes relevantes: recomposição de receitas, revisão de gastos e reformas estruturais.
Para o próximo ano, o governo aponta para uma redução da proporção das despesas obrigatórias em relação ao total das despesas primárias comparativamente a
2026, passando de 92,4% para 91,7%.
Entretanto, o ministro Bruno Moretti, do Planejamento e Orçamento, admitiu em coletiva nesta segunda-feira (31) que o percentual não deixa o governo com “a sensação de que todo trabalho foi feito”, mas enxerga como um “esforço considerável”.
O governo indica que essas medidas fiscais devem permitir que o país continue buscando crescimento “inclusivo e sustentável”, com redução das desigualdades.
O Executivo afirma ainda que pretende dar continuidade às reformas estruturais, institucionais e microeconômicas, incentivar investimentos e ampliar o acesso ao crédito.
