O Sistema Único de Saúde (SUS) passará a oferecer, a partir de outubro, três novos medicamentos para o tratamento do câncer de pulmão. O brigatinibe, o gefitinibe e o durvalumabe serão incorporados à rede pública de forma gradual, conforme a aquisição dos produtos e a estrutura de distribuição.
A medida foi anunciada pelo Ministério da Saúde nesta segunda-feira, 31. Segundo a pasta, cerca de 1,9 mil pacientes poderão ser beneficiados. Os medicamentos são considerados tratamentos de alta tecnologia. Na rede privada, podem custar centenas de milhares de reais por ano. O brigatinibe e o gefitinibe, por exemplo, são terapias-alvo de uso oral que atuam sobre alterações específicas das células cancerígenas.
Medicamentos permitem tratamento em casa
Uma das vantagens dessas terapias é a possibilidade de administração em casa, além de uma incidência menor de eventos adversos em comparação com alguns esquemas convencionais de quimioterapia. O uso depende, porém, das características do tumor e das condições clínicas do paciente.
O terceiro medicamento, durvalumabe, é uma imunoterapia que estimula a capacidade do sistema imunológico de combater as células cancerígenas. O tratamento será destinado a pacientes com câncer de pulmão em estágio III que não podem ser submetidos a cirurgia. Segundo o Ministério da Saúde, estudos demonstram ganho na sobrevida global dos pacientes.
