O craque Lionel Messi surpreendeu o mundo ao anunciar, nesta segunda-feira (31), que está se aposentando da Seleção Argentina. A decisão, semanas após o vice para a Espanha na Copa do Mundo e a morte do pai, Jorge Messi, encerra uma grande trajetória pela Albiceleste.
É, portanto, o fim de uma jornada que começou lá em agosto de 2005, quando Lionel Messi começava a despontar no Barcelona, e chegou ao fim em julho. Foram mais de duas décadas de muitas histórias. O craque é o maior artilheiro da Seleção Argentina, com 125 gols em 207 jogos, sendo 185 como titular, além de 68 assistências.
Mas não foi tudo tranquilo. Campeão mundial sub-20 em 2005 e olímpico em 2008, Messi amargou decepções nos primeiros anos com a seleção principal. Em 2010, já dividindo o protagonismo mundial com Cristiano Ronaldo, deixou a Copa na África do Sul sem marcar um gol sequer.
Em 2011, a Argentina caiu para o Uruguai nos pênaltis, nas quartas de final da Copa América disputada em casa. Depois, emendou três vices seguidos: em 2014, para a Alemanha, na Copa no Brasil, e em 2015 e 2016, na Copa América, em ambos os torneios continentais, derrota na final para o Chile, nos pênaltis.
Em junho de 2016, inclusive, chegou até a anunciar aposentadoria da seleção, mas, pouco depois, em agosto daquele ano, voltou atrás, para, nas últimas temporadas, finalmente conseguir as glórias. Foram quatro títulos: a Copa de 2022, no Catar, a Finalíssima de 2022 e duas edições da Copa América, em 2021 e 2024.
