A oferta de boi gordo no Brasil pode ficar mais restrita na reta final de 2026 diante do menor número de animais encaminhados aos confinamentos neste ano. Dados do Cepea mostram que a ocupação dos bovinos confinados permanece abaixo dos níveis registrados em 2025, apesar da recuperação observada a partir de junho.
A diferença em relação ao ano passado chegou a cerca de 20% em maio e, mesmo com a retomada ao longo dos meses seguintes, o indicador continuou negativo em agosto. Para o mercado, o movimento aumenta a preocupação com a disponibilidade de animais terminados no segundo semestre, período em que o confinamento tem participação relevante na formação da oferta.
De acordo com o Informativo Cepea de Análise Econômica Semanal sobre Confinamento, a trajetória de 2026 começou próxima à observada em 2024, mas perdeu força em relação a 2025 ao longo do primeiro semestre. No ano passado, o número de animais confinados apresentou crescimento mais consistente e atingiu os maiores volumes entre setembro e outubro.
Neste ano, embora tenha havido recuperação a partir de junho, o avanço ainda não foi suficiente para eliminar a distância em relação a 2025.
No início de 2026, o indicador chegou a registrar alta de 12,5% na comparação anual. O movimento, porém, perdeu força e passou para o campo negativo. Em diferentes momentos, as quedas chegaram a 13,1%, 20,3% e 14,4% ante os mesmos períodos de 2025.
