O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, afirmou nesta 2ª feira (31.ago.2026) que o governo adotou uma postura conservadora nas projeções de receitas do Orçamento de 2027. Segundo ele, não foram consideradas “hipóteses heroicas” de comportamento da arrecadação.
“O que nos guiou foi o conservadorismo. Não tem hipóteses heroicas de comportamento da arrecadação”, disse Moretti em coletiva para jornalistas no Ministério do Planejamento e Orçamento.
A declaração é feita diante de críticas recorrentes de que o governo pode superestimar receitas ao projetar uma arrecadação maior do que a efetivamente realizada. Quando a receita prevista não se confirma, pode haver necessidade de contingenciar despesas para cumprir a meta fiscal.
Uma das preocupações é com a arrecadação da tributação sobre lucros e dividendos. O TCU (Tribunal de Contas da União) afirmou que a arrecadação com as novas regras havia somado cerca de R$ 1,5 bilhão até maio, equivalente a 5% dos R$ 29,9 bilhões previstos para 2026. A Corte, porém, ponderou que o calendário de distribuição e recolhimento pode concentrar os pagamentos nos meses seguintes.
Há ainda riscos apontados pelo TCU em outras receitas. Na exportação de petróleo bruto, foram arrecadados cerca de R$ 1,1 bilhão até abril, ante R$ 15,6 bilhões esperados para o período, embora o tribunal tenha considerado a comparação preliminar.
