O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apresentou nesta 2ª feira (31.ago.2026) o PLOA (Projeto de Lei Orçamentária Anual) de 2027. A proposta estima R$ 2,83 trilhões em despesas primárias e R$ 3,46 trilhões em receitas. Eis íntegra da apresentação do governo (PDF - 1 MB).
A estimativa é de superávit primário de R$ 18,6 bilhões, equivalente a 0,13% do PIB (Produto Interno Bruto).
O projeto também considera um salário mínimo de R$ 1.741 em 2027, alta de R$ 120 (7,4%) em relação ao valor de R$ 1.621 vigente em 2026.
A meta fiscal de 2027 é de superávit primário de 0,5% do PIB, ou R$ 73,2 bilhões, conforme estabelecido no PLDO (Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias). O valor de R$ 18,6 bilhões estimados no PLOA considera as deduções permitidas pela legislação, que podem ser retiradas do cálculo da meta fiscal.
Sem esses abatimentos, a estimativa é de superávit primário de R$ 83,4 bilhões, equivalente a cerca de 0,6% do PIB. O resultado considera as contas do Tesouro Nacional, do Banco Central e da Previdência e não inclui as despesas com juros da dívida pública.
Pelo PLOA, a receita federal total deverá alcançar R$ 3,459 trilhões em 2027, o equivalente a 23,40% do PIB. Já a receita líquida está estimada em R$ 2,849 trilhões.
Do lado das despesas, os R$ 2,830 trilhões estimados correspondem a 19,14% do PIB. Desse total, R$ 2,563 trilhões são despesas obrigatórias, que incluem gastos como benefícios previdenciários e salários de servidores.
