O governo estima gastar R$ 826,2 bilhões com juros e encargos da dívida pública em 2027, segundo o PLOA (Projeto de Lei Orçamentária Anual) apresentado nesta 2ª feira (31.ago.2026). A estimativa considera uma Selic média de 12,53% no próximo ano.
A taxa é menor que os 14,16% projetados para 2026 no 3º bimestre, mas está acima dos 10,55% estimados inicialmente no PLDO (Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias). Eis a íntegra (PDF - 1 MB).
DESPESAS FINANCEIRAS SUPERAM PRIMÁRIAS
O Orçamento de 2027 estima R$ 7,45 trilhões em despesas. Desse total, R$ 3,82 trilhões são despesas financeiras, enquanto R$ 3,42 trilhões correspondem a despesas primárias. As despesas financeiras superam as primárias em R$ 402,5 bilhões.
As despesas primárias incluem gastos com saúde, educação, Previdência, benefícios sociais, funcionalismo e investimentos.
Já as despesas financeiras são relacionadas principalmente à dívida pública e a outras obrigações financeiras da União.
SERVIÇO DA DÍVIDA SOMA R$ 3,49 TRILHÕES
Do montante total de gastos financeiros da União, R$ 3,49 trilhões são reservados exclusivamente para o serviço da dívida pública federal. Desse valor, R$ 826,2 bilhões serão destinados ao pagamento de juros e encargos, enquanto R$ 2,66 trilhões serão direcionados para a amortização do principal.
A maior parte da amortização, equivalente a R$ 2,19 trilhões, destina-se ao refinanciamento, ou rolagem, da dívida pública federal.
