O STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva do Futebol) definiu, nesta segunda-feira, que não punirá nenhum dos envolvidos no tumulto criado pelos jogadores após o fim da partida entre Botafogo e Athletico-PR, pela 24ª rodada do Brasileirão, na última segunda.
O duelo terminou em vitória da equipe paranaense por 3 a 2, no Estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro.
Durante a confusão, o zagueiro venezuelano Nahuel Ferraresi, do time carioca, chegou a fazer o gesto de punhos cruzados sobre a cabeça, que simboliza o protocolo de anti-racismo. Entretanto, sem que o jogador apontasse um possível autor de ofensa de cunho racial ou xenofóbico, nem mesmo um ato a ser denunciado, o Tribunal decidiu não dar prosseguimento ao processo que poderia gerar uma punição ao clube adversário ou a um atleta responsável.
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“A Procuradoria abriu diligência para apurar os fatos. Ferraresi não respondeu a solicitação encaminhada, enquanto o árbitro André Luiz Skettino respondeu declarando ter presenciado o gesto, porém não ter ouvido eventual ofensa e nem identificado a pessoa que poderia tê-la feito.”, declarou a Corte.
