O deputado federal Mario Frias (PL-SP) protocolou na última 6ª feira (28.ago.2026), no Supremo Tribunal Federal, uma questão de ordem dirigida ao presidente da Corte, Edson Fachin, em que pede que a investigação sobre o financiamento do filme “Dark Horse” seja redistribuída do ministro Flávio Dino para André Mendonça. O pedido sustenta que Mendonça é o juiz natural do caso por já conduzir todas as demais apurações sobre exatamente os mesmos fatos. Leia a íntegra da petição (PDF - 606 kB).
O documento da defesa de Frias afirma que a ADPF do orçamento secreto (a de nº 854) -leia a íntegra do pedido inicial sobre o caso (PDF - 369 kB)-, relatada por Dino, vem se transformando em “verdadeiro ‘balcão de delegacia’”. Segundo a petição, “qualquer pessoa comparece àquela arguição, ‘registra a sua ocorrência’, e a investigação correspondente nasce e permanece no mesmo gabinete, sem sorteio, sem certidão de prevenção e, principalmente, sem conexão com o objeto da ação”.
Uma ADPF (Arguição por Descumprimento de Preceito Fundamental) é um procedimento pelo qual há um pedido para o STF julgar se há ou não inconstitucionalidade de um ato de Poderes da República que possa afrontar a Constituição.
As apurações sobre o filme “Dark Horse”, uma cinebiografia autorizada da vida do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) cuja produção-executiva está a cargo de Frias, nasceram como desdobramento da operação Compliance Zero, que investiga o Banco Master e seu fundador, Daniel Vorcaro.
