Com o lançamento bem-sucedido do Telescópio Espacial Nancy Grace Roman, por um foguete Falcon Heavy, da SpaceX, no último domingo (30), a partir do Centro Espacial Kennedy, na Flórida, a NASA inaugurou uma fase sem precedentes no estudo do Universo.
O envio do observatório rumo ao Ponto de Lagrange 2 (L2), a mais de 1,6 milhão de km da Terra, marca o início de uma missão desenhada especificamente para abordar as três maiores lacunas do conhecimento científico contemporâneo: a composição oculta do cosmos, a mecânica da expansão do espaço e a busca por novos mundos na Via Láctea.
Ao longo do último século, a ciência acumulou evidências de que tudo aquilo que a humanidade consegue observar diretamente - de planetas e estrelas a galáxias inteiras - corresponde a apenas 5% do Universo. A esmagadora maioria da realidade física é dominada por substâncias que não emitem, refletem ou absorvem qualquer tipo de luz. Compreender essa estrutura invisível é o objetivo primário que define a arquitetura tecnológica do telescópio Roman.
O enigma da matéria escura e a expansão acelerada
A matéria escura permanece como um dos maiores mistérios da astrofísica. Embora sua presença seja indiscutível devido ao efeito gravitacional que exerce sobre a rotação das galáxias, atuando como uma teia que impede que os corpos celestes se dispersem, nenhum detector construído na Terra conseguiu registrar suas partículas componentes.
O telescópio Roman propõe uma abordagem radicalmente diferente.
