Os trabalhadores, a administração e os líderes políticos da Volkswagen devem trabalhar juntos para minimizar o impacto dos cortes de empregos e da capacidade produtiva na maior montadora da Europa e impulsionar sua competitividade, disse o governador do estado da Saxônia à Reuters.
O primeiro-ministro do estado, Michael Kretschmer, membro do partido conservador CDU do chanceler Friedrich Merz, está sob pressão para proteger os empregos na indústria automobilística na Saxônia, uma região mais pobre da Alemanha e reduto do partido de extrema-direita AfD.
A Volkswagen é a maior empregadora privada da Saxônia, empregando cerca de 10.000 pessoas em três unidades, com dezenas de milhares de outros empregos ligados à empresa por meio de sua rede de fornecedores.
Entre os locais está a fábrica de carros totalmente elétricos da Volkswagen em Zwickau, que é uma das quatro fábricas que, segundo a alta administração, não têm um futuro claro além de 2030.
“Todos precisamos trabalhar juntos nisso”, disse Kretschmer à Reuters. “Simplesmente precisa se tornar melhor, mais fácil e mais econômico fabricar na Alemanha”, disse ele à Reuters na segunda-feira (31).
Kretschmer se reuniu com o CEO da Volkswagen, Oliver Blume, e com o presidente do Conselho de Supervisão, Hans Dieter Poetsch, na semana passada, para discutir o futuro de Zwickau, mas afirmou que nenhuma solução específica foi apresentada.
