O Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) homologou na sexta-feira (28) o consórcio de empresas que ficará responsável por desenhar os modelos de negócios do Programa Pró-Urânio, iniciativa conduzida em parceria com a Indústrias Nucleares do Brasil (INB) e a Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional (ENBPar).
Vencedor da concorrência, o consórcio VGLHH terá até o segundo trimestre de 2027 para apresentar propostas de cenários e alternativas de modelagem.
O consórcio é liderado pela Vallya Advisors Assessoria Financeira e composto pelas empresas GE21 Consultoria Mineral, Lefosse Advogados, Harpia Consultoria Ambiental e de Gerenciamento de Projetos e Harpia Group AG.
A medida é apontada pelo banco como mais um passo para viabilizar parcerias estratégicas com o setor privado voltadas à exploração sustentável de urânio no País. A Constituição brasileira estabelece que a pesquisa e a lavra de minérios nucleares são monopólio exclusivo da União, exercido por meio da INB.
Segundo o presidente da INB, Tomás Albuquerque, a intenção é estruturar um formato que “equilibre o risco assumido pelo investidor e o papel estratégico da INB”, considerando, de um lado, o alto risco da pesquisa mineral e, de outro, a atribuição da estatal de autorizar e supervisionar projetos por deter o monopólio da União.
