A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) defende que o debate sobre a chamada “MP das blusinhas” considere não apenas os efeitos tributários das importações, mas também a competitividade da indústria nacional e o avanço das fibras sintéticas no mercado brasileiro.
A entidade acompanha a tramitação da Medida Provisória nº 1.357/2026, que precisa ser analisada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado no início de setembro para não perder a validade.
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Editada pelo governo federal em maio, a MP zera o Imposto de Importação de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50 feitas pela internet. Caso não seja aprovada pelo Congresso dentro do prazo, a alíquota de 20% volta a valer para essas operações.
Para o presidente da Abrapa, Gustavo Piccoli, a discussão precisa considerar os efeitos da medida sobre toda a cadeia produtiva. “Não se trata apenas de uma discussão tributária. É uma discussão sobre competitividade, sustentabilidade e sobre o futuro da cadeia têxtil brasileira”, afirma.
Segundo a entidade, o Brasil tem a quinta maior indústria têxtil do mundo e a maior cadeia completa e verticalizada do Ocidente, que reúne produção de matéria-prima, fabricação e comercialização. O setor gera mais de 1,3 milhão de empregos diretos e tem impacto econômico indireto para mais de 8 milhões de famílias.
