Uma decisão do ministro do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) Dias Tofolli suspendeu nesta segunda-feira (31) a campanha do candidato à Presidência da República pelo Missão, Renan Santos.
Segundo a acusação, a campanha do presidenciável teria informado tardiamente 16 perfis digitais que deveriam ter sido informados durante o registro da candidatura.
De acordo com Toffoli, a falta de transparência permitiu o uso irregular de algoritmos de recomendação, o que colocaria Renan em uma posição diferente de seus concorrentes e poderia ferir a legislação eleitoral.
O candidato enviou o RRC (Requerimento de Registro de Candidatura) em 7 de agosto, mas só falou das páginas online vinculadas à campanha 12 dias depois, em 19 de agosto. No entanto, perfis não informados no registro eleitoral só podem ser utilizados em campanha 48 horas após o efetivo apontamento pela Justiça Eleitoral.
Com isso, a campanha de Renan deve obedecer aos seguintes parâmetros:
Realização de propaganda eleitoral da chapa por meio de sites, blogs, redes sociais, aplicativos de mensagens instantâneas ou qualquer outra aplicação de internet que não tenha sido informada durante o registro da candidatura;
Suspensão dos 16 perfis apontados e de quaisquer outras contas até uma análise de cada item;
Suspensão de novos repasses de recursos do FEFC (Fundo Especial de Financiamento de Campanha) destinados à chapa;
O candidato e o partido estão expressamente proibidos de realizar novos gastos utilizando verbas do…
