O número de imóveis residenciais financiados no Brasil subiu 6,6% no 1º semestre de 2026, para 507.299 unidades, ante 475.748 no mesmo período de 2025.
A alta foi concentrada nas casas, cujos financiamentos cresceram 11,8%, de 255.776 para 285.900 unidades. Já os apartamentos tiveram avanço de 0,6%, de 219.972 para 221.329. Os dados são da Trillia, área de Dados, Analytics e Inteligência Artificial da B3.
Em média, os compradores financiaram 64,8% do valor dos apartamentos e 62,8% do valor das casas, declarou a B3. Isso significa que a entrada média correspondeu a mais de 35% do valor dos imóveis em ambos os casos.
SFH CONCENTRA CONTRATOS
O SFH (Sistema Financeiro da Habitação) foi responsável por 58% dos contratos de apartamentos e 63,4% dos de casas no período.
A modalidade é voltada principalmente ao financiamento da moradia e tem regras reguladas pelo governo, incluindo limite de valor do imóvel.
Já o SFI (Sistema de Financiamento Imobiliário) representou 40% das operações com apartamentos e 32,9% das realizadas com casas.
A modalidade é usada principalmente em imóveis que não se enquadram nas regras do SFH e tem condições definidas pelas instituições financeiras.
O home equity, modalidade em que um imóvel quitado é oferecido para obtenção de crédito, correspondeu a 2,9% dos financiamentos de apartamentos e a 3,8% dos de casas.
SÃO PAULO E SUDESTE LIDERAM
O Estado de São Paulo concentrou 34,7% dos financiamentos residenciais no 1º semestre.
