Há dez anos, em 31 de agosto de 2016, o Senado Federal aprovou o impeachment de Dilma Rousseff (PT). Por 61 votos a 20, os senadores decidiram cassar o mandato da então presidente, reeleita em 2014. O então vice-presidente Michel Temer (MDB) assumiu a Presidência no mesmo dia.
O processo ocorreu em meio a uma crise econômica e política. Dilma iniciou o segundo mandato no Planalto em janeiro de 2015 com a popularidade em queda e passou a enfrentar manifestações contra o governo. Os protestos cresceram ao longo daquele ano e reuniram milhares de pessoas em diferentes cidades.
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Ao mesmo tempo, a Operação Lava Jato ampliava as investigações sobre corrupção na Petrobras, empreiteiras e partidos políticos. O cenário aumentou a pressão sobre o governo e enfraqueceu a base de apoio de Dilma no Congresso.
Manifestações e crise política
Em 2015, grupos organizados passaram a levar às ruas pedidos de impeachment. Os protestos ganharam força em março e agosto daquele ano e voltaram a reunir grandes multidões nos meses seguintes.
Em março de 2016, o PMDB rompeu oficialmente com Dilma, agravando o isolamento político da presidente. A ruptura teve peso no processo porque o partido controlava uma das maiores bancadas do Legislativo.
Em meio à crise, o país registrava forte deterioração econômica. O Brasil entrou em recessão em 2015, enquanto a inflação e o desemprego pressionavam o governo.
