Astrônomos que analisam dados do Telescópio Espacial James Webb confirmaram uma das supernovas mais distantes já identificadas. Batizada de SN 2023aeaf, ela explodiu quando o Universo tinha cerca de 2 bilhões de anos.
A luz desse evento levou aproximadamente 11,7 bilhões de anos para chegar até nós. O registro permite estudar a morte de uma estrela massiva em uma época em que as galáxias ainda apresentavam poucos elementos pesados.
Explosão vista no passado distante
A SN 2023aeaf apareceu em imagens do levantamento COSMOS-Web e apresenta redshift de 3,195. Na prática, isso coloca a explosão em uma fase muito antiga da história do Universo.
Supernovas provocadas pelo colapso do núcleo de estrelas massivas interessam aos astrônomos por mais de um motivo. Elas ajudam a indicar onde estrelas estão se formando e, quando explodem, modificam o gás ao redor. Esse material pode participar da formação de novas estrelas.
Há, porém, uma lacuna importante no conhecimento científico. A maioria das supernovas estudadas em detalhes está relativamente próxima. No Universo jovem, a concentração de elementos pesados era muito menor, e ainda não está claro se isso alterava o comportamento dessas explosões.
James Webb identifica o tipo do evento
Valeria Aparicio, do Instituto de Astronomia da Universidade do Havaí, e sua equipe compararam a evolução do brilho e das cores da SN 2023aeaf com simulações de diferentes tipos de supernova.
