Cerca de 45 milhões de brasileiros com 16 anos ou mais, ou 32% dos usuários de internet no país, relataram ter sofrido alguma tentativa de golpe envolvendo o uso de seus dados pessoais.
Os dados são da terceira edição da pesquisa “Privacidade e proteção de dados pessoais: perspectivas de indivíduos, empresas e organizações públicas no Brasil”, realizada pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br), ligado ao Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br).
O levantamento também aponta que aproximadamente 27,5 milhões de brasileiros, equivalentes a 20% dos usuários de internet acima de 16 anos, afirmam ter sido efetivamente vítimas desse tipo de golpe. A diferença entre os indicadores está no fato de que os 45 milhões correspondem às pessoas que relataram tentativas de fraude, enquanto os 27,5 milhões são aquelas que declararam ter sido vítimas do crime.
Os golpes exploram informações relacionadas à identidade das vítimas para tornar as abordagens mais convincentes. Isso, porém, não significa necessariamente que os criminosos estejam produzindo golpes personalizados em escala.
Segundo Winston Oyadomari, um dos coordenadores da pesquisa do Cetic.br, uma mensagem de texto que apresenta, por exemplo, um número falso de uma central telefônica pode ser interpretada pelo usuário como uso indevido de dado pessoal por envolver informações como o telefone e a possível instituição financeira com a qual ele mantém relacionamento.
