O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, faz declarações em Ceuta, em agosto de 2026
REUTERS/Fabian Bimmer
O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, afirmou nesta segunda-feira (31) haver indícios de que Rússia e Israel disseminaram desinformação sobre a política migratória espanhola, o que desencadeou a corrida em massa de imigrantes rumo a Ceuta em julho, vindos da fronteira com o Marrocos.
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Sánchez, contudo, disse não haver evidências de que o Marrocos tenha promovido essas falsas informações.
Mais de 72 mil migrantes atravessaram irregularmente do Marrocos para o pequeno território espanhol entre 30 e 31 de julho, em uma onda sem precedentes numa das únicas duas fronteiras terrestres da União Europeia com a África. Ao menos 100 pessoas morreram na tentativa, segundo as autoridades locais de Ceuta.
A movimentação gerou preocupação em toda a UE.
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Partidos da oposição na Espanha e alguns grupos de direitos humanos chegaram a acusar o Marrocos de ter permitido ou estimulado deliberadamente a travessia em massa, mas o governo marroquino negou as acusações.
"Quando as pessoas falam e especulam sobre a participação das autoridades marroquinas, eu rejeito isso categoricamente", disse Sánchez à emissora de rádio SER.
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