Você deve ter ouvido algo sobre as montadoras instaladas no Brasil reduzirem a potência de seus motores 1.0 turbo para a faixa de 115 cv. A mudança veio como uma estratégia para conseguirem as alíquotas reduzidas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), conforme as novas diretrizes do programa federal Mover (Mobilidade Verde e Inovação).
O que acontece é que a cobrança do imposto não vale mais só para a cilindrada do motor (que beneficiava os veículos 1.0 de antigamente), e agora passa a focar na potência efetiva e nos critérios de eficiência energética.
Em outras palavras, isso significa que as novas regras determinam que os motores que entregam até 115,6 cv de potência máxima fiquem isentos de acréscimos percentuais na alíquota base do IPI.
O ajuste mecânico já atingiu marcas como Chevrolet, Hyundai, aquelas assinadas pela Stellantis e pela Renault, que reconfiguraram a calibração de seus propulsores para evitar maiores custos fiscais no mercado nacional.
Onda de cortes e avanço dos híbridos
Entre as adequações mais recentes, estão as do grupo Stellantis, que decidiu reduzir o rendimento do seu motor 1.0 turbo de 130 cv para 116 cv enquanto manteve o torque original de 20,4 kgfm.
Um movimento semelhante foi adotado pela Chevrolet e pela Hyundai, enquanto a Renault planeja reajustar o propulsor do modelo Kardian. Fabricantes como Caoa Chery e Volkswagen também recalibraram motores de maior cilindrada para enquadrá-los em faixas tributárias mais favoráveis.
